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“Não há distância entre aquilo que sou e aquilo que faço, portanto não sou emissário de nada. Tudo o que sai das minhas mãos e do meu pensamento sai exactamente daquele lugar que sou eu. Sou um lugar no meio do mundo. E esse lugar é esta coisa estranha da forma como olho, como penso, como me desloco, como conheço outras pessoas, como as vejo ou não as oiço. Não há nada nos meus trabalhos que me anteceda.” 

(Pedro Cabrita Reis, Ípsilon)

A perspectiva da realidade é uma construção pessoal. Há caminhos, histórias e opções. O certo afinal pode estar do lado errado. E tudo contribui para o resultado daquilo que somos, comunicamos e vendemos. Não sei se há destino, mas a sorte existe. É reconhecível e faz falta para sobreviver. Acompanha-me. As artes plásticas também. Nasci em 70 e havia muito pouco. Mesmo nas artes. Dizem que a arte e os artistas mudam o mundo, mas julgo que temos de atribuir alguma responsabilidade à Microsoft e ao Bill Gates. Hoje há muito e mais. Há uma enorme diversidade, isso sim. Nas artes também. Perguntam: como olhar, discernir, interpretar, optar, comprar ? As receitas duram 10 anos. Depois muda o paradigma. Perdura apenas o pensamento e a ação vincada. Por isso é tão importante saber fazer. Tudo o mais implode. Sobram os estilhaços da época. Por isso é também tão importante saber olhar. O mundo, como sabemos, tem as portas escancaradas. Não há como negar. O valor varia, tal como as ideias e a percepção da humanidade. O que não varia é tudo aquilo construído em torno de uma ideia sólida e duas mãos firmes. Mudou tudo, mas rocha é rocha. Ainda. De 70 para cá viajámos no espaço. Uma hora de ontem dura hoje um segundo. Mas não se enganem, a humanidade é a mesma e o universo também.


Confiança: disponibilização de informação detalhada: perfis, dados biográficos, entrevistas, documentários, pensamentos, diálogos, críticas, imagens, obras de autores com os quais estabeleci uma relação de proximidade, conhecimento e confiança. A experiência de galerista e uma biografia ligada às artes plásticas são dois vectores de confiança.

Pesquisa: um exercício permanente. As possibilidades estão centradas mas não se confinam aos conteúdos/autores deste website. Partindo de um briefing, das suas referências, interesses e objectivos, será produzido e apresentado um dossier detalhado.

Mediação: após a fase de pesquisa, passagem de informação útil entre X e Y, entre X e W, entre W e Y... mediar pode incluir visitas a ateliers, envio de imagens e dados, encontros informais com autores, formulação e gestão de propostas de aquisição, etç.

Aconselhamento e Síntese: O seu olhar, gosto e interesses são únicos, mas há pistas seguras e caminhos que vai querer saber, aprofundar e confiar. No fim está um objectivo, um valor, a sua vontade e o objecto, fruto de uma síntese feita de aconselhamento, diálogo e relação.

Tempo: bem precioso, valor imaterial mas substantivo. A mediação garante-lhe esta síntese de tempo útil.

Valor: a relação de confiança passa por levar valor ao cliente. É um compromisso crucial, assegurar uma mais valia na aquisição, seja na relação custo/oportunidade, seja no atingir dos objectivos do cliente em adquirir determinada obra.

Facilitador: todo o processo de relação começa na pesquisa mas não culmina na aquisição... facilitar, curar (curator) é estar ao dispor: recolha e entrega de obras, colocação, aconselhamento junto de moldureiras... apresentação de soluções até ao encerrar de um ciclo.